<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318</id><updated>2011-04-21T21:22:23.304-03:00</updated><title type='text'>Pedro João Bondazuck</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-116290932443919182</id><published>2006-11-07T12:21:00.000-02:00</published><updated>2006-11-14T17:28:48.233-02:00</updated><title type='text'>Fraquezas que enternecem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;As pessoas nos admiram por nossas virtudes, mas apenas nos amam pelas nossas fraquezas. A afirmação foi feita (não exatamente com essas palavras) pelo escritor William Somerset Maugham e reflete uma grande verdade. Sequer seria preciso que o dissesse. Basta que fiquemos atentos ao que ocorre conosco ou ao que se passa ao nosso redor para chegarmos à constatação. No caso não se está referindo aos grandes defeitos, àqueles de caráter, de educação, de personalidade, que transformam alguns em párias sociais que precisam ser segregados do convívio com os semelhantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mesmo aí a máxima funciona. Quem não ouviu falar (ou não conhece algum caso) do chamado "amor bandido"? Vêmo-lo a todo o instante e em todo o lugar. Ou seja, a fascinação, a paixão, a autêntica obsessão, que algumas mulheres têm, por pessoas que agem à margem das leis, cometendo assaltos, seqüestros e assassinatos, ou traficando drogas, entre outras coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas referimo-nos às pequenas fraquezas. Aos lapsos de memória, às manias inocentes que não prejudicam ninguém, às deficiências físicas, às coisas que nos enfeiam e nos tornam infelizes. Para os que nos cercam, mas não convivem conosco, é só nosso visual que aparece. Quando encontramos alguém assim, fragilizado, nosso primeiro sentimento é o de piedade (de dó, como se diz popularmente). Para o objeto da pena, quando esta é mostrada ostensivamente, ela é ofensiva e humilhante. O que indivíduos assim esperam é reconhecimento por suas pequenas vitórias. Ou, na pior das hipóteses, respeito ou não-interferência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;À medida que vamos convivendo com tais pessoas, esse sentimento inicial de piedade, instintivo, transforma-se &lt;st1:personname productid="em ternura. Sobretudo" st="on"&gt;em ternura. Sobretudo&lt;/st1:PersonName&gt; se elas não são agressivas e se aceitam a nossa ajuda. Quando são agradáveis e de fácil trato. Quando são alegres, amigáveis e abertas ao diálogo. Quando não têm complexos, não alimentam amarguras e não agem com agressividade. Sentimo-nos bem quando as ajudamos. E quando são do sexo oposto, na maioria das vezes nos apaixonamos por elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O mencionado Maugham também afirmou: "A perfeição tem um grave defeito: costuma ser sem graça". Isto, supondo que de fato exista. As limitações humanas impedem que haja alguém perfeito. Todos temos nossas virtudes e talentos. Alguns mais, outros menos. Mas da perfeição, ao que se saiba, ninguém jamais sequer se aproximou. Alguns chegaram relativamente perto. Outros ficaram a anos-luz de distância dela. Houvesse o perfeito, as outras pessoas se aproximariam desse fenômeno apenas por interesse, quando não para o eliminar. A perfeição permanentemente diante dos nossos olhos só conseguiria ressaltar nossos defeitos. Não a toleraríamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Todos temos deficiências e imperfeições. Aldous Huxley, no livro "Ronda Grotesca", dedica várias páginas a analisá-las. Escreve, em determinado trecho: "Mas todo homem é ridículo quando visto de fora, sem levar em conta o que lhe vai no espírito e no coração. Pode-se transformar Hamlet numa farsa epigramática, com uma cena inimitável, quando ele surpreende sua adorada mãe &lt;st1:personname productid="em adultério. Pode-se" st="on"&gt;em adultério. Pode-se&lt;/st1:PersonName&gt; tirar o mais gracioso conto de Maupassant da vida de Cristo, fazendo contrastar as loucas pretensões do rabi com seu lamentável destino. É uma questão de ponto-de-vista. Cada um de nós é uma farsa ambulante e uma tragédia ambulante ao mesmo tempo. O homem que escorrega numa casca de banana e fratura o crânio, descreve contra o céu, ao cair, o arabesco mais ricamente cômico".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É incompreensível haver indivíduos, razoavelmente educados e com amplo acesso às informações, que querem ser sempre auto-suficientes, sem que o sejam. Pessoas arrogantes, prepotentes, "donas da verdade", que acham que o dinheiro compra todos e tudo (inclusive amor). Algumas são criativas, nas ciências ou nas artes, e apesar da antipatia, mesmo que secretamente, não podemos deixar de admirar sua competência e talento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;" lang="ES-TRAD"&gt;Mas...amá-las, j&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;amais! Sua arrogância e prepotência agem como repelentes, como muralhas, como barreiras indevassáveis que as afastam do convívio normal. São pessoas que, de tanto buscar ser superiores, só conseguem fazer um papel ridículo. Infelizes, é o que são.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;Jornalista e escritor&lt;/h2&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-116290932443919182?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/116290932443919182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=116290932443919182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116290932443919182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116290932443919182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/11/fraquezas-que-enternecem.html' title='Fraquezas que enternecem'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-116232200816293879</id><published>2006-10-31T16:12:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:48.163-02:00</updated><title type='text'>Alegria de escrever</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;O computador, em certo sentido, tem servido para aproximar pessoas, que de outra forma jamais teriam a oportunidade de se relacionar. Não são raros, por exemplo, os chamados “amores virtuais”, embora alguns desemboquem, às vezes, em tremendos equívocos e não raro até em crimes, como o recente caso de sedução de uma garota norte-americana de 12 anos, por parte de um fuzileiro naval de 31, que redundou na fuga de casa da iludida menininha. Essa, porém, é uma exceção. Pilantras existem em todo o lugar, e se utilizam de todos os meios para praticar suas pilantragens, e não somente do computador.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não é o veículo, nesses casos, evidentemente, que deve ser condenado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Gosto de escrever. Aprecio as amizades, desde que sinceras. E valorizo a “epistolografia”, ou seja, a troca de correspondência, mesmo que seja com pessoas que não conheço pessoalmente e que, dada a distância que nos separa, dificilmente conseguirei conhecer. Quando dependia apenas dos Correios, um pouco por preguiça, um pouco por economia (ou pãodurismo), minha troca de cartas era um tanto restrita. Limitava-me a me corresponder com parentes, ou com quem conhecia há anos e que as circunstâncias da vida haviam separado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Com o advento dos e-mails, contudo, isso já não acontece. Sou redator compulsivo de mensagens eletrônicas. Claro, elas são enviadas apenas a quem as queira receber, a quem deseje saber de mim, das minhas idéias, dos meus gostos, dos meus desgostos e até das minhas idiossincrasias. E, creia-me, esclarecido leitor, há muita gente (felizmente) que quer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mantenho ativíssima correspondência, com dezenas de fiéis amigos virtuais, com os quais troco, há já bom tempo, informações, confidências e, sobretudo, “causos”, notadamente os engraçados. E eles filtram os artigos e crônicas, que encaminho aos jornais e sites da internet que os divulgam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Concordo com Celso Furtado, que no Tomo I do seu livro “Obra Autobiográfica” (em cinco volumes), constata: “Rir deve ser uma forma sutil de reconciliar-se consigo mesmo, de assumir uma superioridade momentânea que nos alivia e revigora”. E é mesmo. A vida já tem tragédias demais, e dores em profusão, para que fiquemos remoendo picuinhas, aquelas pequenas coisas que nos incomodam e que, em vez de as remediarmos (e se possível, as eliminarmos), ficamos cultivando indefinidamente, de forma até maníaca, embora raramente nos damos conta disso. E não importa se esses conflitos são reais ou imaginários (a maioria cai nesta última classificação). Esse procedimento, contudo, é doentio. É neurótico, É auto-destrutivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Comunicar-se é fundamental. E, com amigos virtuais, a comunicação se torna mais livre, mais solta, mais espontânea e mais natural. Por que? Por não haver a interferência da questão subjetiva da aparência, que tanto pode nos levar a paixões fulminantes, quanto nos conduzir a antipatias profundas e gratuitas (e à primeira vista) por alguém de quem nada sabemos, e que mal acabamos de encontrar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de um contato apenas de intelectos. Ou seja, do que há de mais nobre e sofisticado nos seres humanos, que dessa forma exercitam o grande diferencial que o homem tem em relação aos demais animais: a inteligência e a capacidade de comunicar pensamentos, sentimentos e desejos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Albert Einstein, no livro “Como Vejo o Mundo”, escreveu: “O que sei e o que penso, eu o devo ao homem. E para comunicá-los utilizo a linguagem criada pelo homem”. É o meu caso. Gosto de abrir o meu coração com franqueza e de ler, com complacência, e não raro com compaixão, mesmo opiniões que me sejam desfavoráveis, ou com as quais não compactue. E, salvo quando se trata de alguma mensagem chula, ou de alguma dessas brincadeiras estúpidas e de péssimo gosto que determinados desocupados costumam fazer, nunca deleto as mensagens recebidas. Arquivo-as, criteriosamente, com a data e o horário do recebimento, preservando-as para a posteridade. Esses e-mails, aparentemente fúteis e inocentes, incorporam-se, a partir do momento em que caem na minha caixa postal, ao meu acervo de experiências. E para sempre. .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Inutilidade? Bobagem? Perda de tempo? Quem sabe?! Certamente seria esta a classificação dada à correspondência virtual que sustento pelos derrotistas, pelos amargurados, pelos frustrados, pelos carentes de inteligência, enfim, por aqueles que estão sempre de mal com a vida e com o mundo, ou pelos que se auto-rotulam de “objetivos”, mas que os designo com uma expressão emprestada do poeta Affonso Romano de Sant’Ana: “idiotas da objetividade”. Porque, como assegura o mestre Roque Schneider: “Viver é comunicar-se. Nossa felicidade, nossa alegria de viver e nossa realização humana dependem fundamentalmente da nossa capacidade de comunicação”. E não dependem?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-116232200816293879?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/116232200816293879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=116232200816293879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116232200816293879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116232200816293879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/10/alegria-de-escrever.html' title='Alegria de escrever'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-116187202720125256</id><published>2006-10-26T11:13:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:48.086-02:00</updated><title type='text'>Gigantes da comunicação</title><content type='html'>"A História é uma sucessão de mudanças efêmeras, enquanto os valores eternos se perpetuam fora da História, são imutáveis e não precisam de memória". Estas palavras são do escritor checo Milan Kundera, no romance "O Livro do Riso e do Esquecimento". O homem não se conforma com sua mortalidade e busca, através do volátil instrumento que denomina de "poder", preservar algo que o lembre num futuro distante, através de obras e ações (boas ou más). Jamais saberá se logrou seu objetivo. A morte não deixa. E a maioria nunca consegue o objetivo de permanecer na memória dos povos.&lt;br /&gt;Outros, perpetuam-se em decorrência da sua crueldade, da sua loucura, da sua sede de sangue ou da sua ganância desmedida. São os casos dos Calígulas, dos Neros, dos Átilas, dos Alaricos, dos Gensericos, dos Gengis Khans, dos Hitlers etc. etc.etc.&lt;br /&gt;A História (da qual, atualmente, o jornalismo é o registro, no momento em que os fatos acontecem) quase nunca faz justiça aos que merecem, pela postura que assumem, pelos valores que defendem, por sua inteligência e pela força do seu caráter, em suas páginas, quase sempre banais. O que realmente importa na vida dos povos não ganha espaço em seus episódios. Ainda assim, os que defendem os valores eternos e imutáveis, os que vivem e morrem por eles e os propagam com a força do exemplo, sobrevivem ao tempo e ao esquecimento.&lt;br /&gt;Estes conquistam espaço no coração, e na mente, dos homens, na sucessão de gerações. Tornam-se sagas, lendas, mitos. São os casos de dois contemporâneos que nunca se conheceram, com origens, idéias, crenças e procedimentos absolutamente diferentes, mas com um elo comum: o poder das palavras que utilizavam como únicas armas. São dois gigantes da comunicação em todos os tempos.&lt;br /&gt;Referimo-nos ao poeta grego Homero, autor das epopéias "Ilíada" e  "Odisséia" (o “jornalista” daqueles tempos em que sequer o alfabeto havia sido inventado) e do profeta e juiz judeu Elias, cujo procedimento foi revestido de tamanha retidão, que "subiu aos céus numa carruagem de fogo" e jamais conheceu a morte, conforme relato bíblico. Há certas coincidências que comprovam a afirmação de que "não há  nada de novo debaixo do sol".&lt;br /&gt;Pode parecer aos desavisados que estou fugindo do tema a que me propus a abordar no Comunique-se, ou seja, o jornalismo em seus mais diversos ângulos, aspectos e situações. Todavia, não fugi. Trata-se de um tema original, dos primórdios da comunicação. É uma espécie de proto-história dessa atividade fundamental e indispensável à civilização. &lt;br /&gt;Na minha juventude – fato que eu atribuía à minha inexperiência e aos lapsos existentes em minha cultura – sempre relacionei estes dois homens, Homero e Elias, mesmo sabendo que ambos nunca se encontraram e pouco ou nada tinham em comum. Confesso que nunca me dei conta que eram contemporâneos. Aparentemente, um nada teve a ver com o outro. Onde, pois, a relação? Sempre busquei esse elo, em vão. Mas pensava, nem sei porque, talvez intuitivamente, nos dois juntos.&lt;br /&gt;Recentemente, lendo o excelente livro do jornalista e escritor sérvio Milorad Pavitch, "O Dicionário de Kazar", dei com um trecho absolutamente inesperado. O autor coloca na boca de um de seus personagens (históricos), o monge grego Metódio, santo da igreja ortodoxa russa – o sacerdote, ao lado de São Cirilo, foi um dos responsáveis pela civilização e cristianização da Rússia, dotando-a do alfabeto que utiliza até hoje, o cirílico –  uma reflexão instigante. Relaciona os dois grandes homens, que jamais se conheceram, mas se tornaram imortais.&lt;br /&gt;Diz o texto:  "Pensava em como Homero tivera mares e cidades no seu imenso império poético sem desconfiar que em uma dessas cidades, em Sidon, vivia o profeta Elias, que se tornaria cidadão de um outro império poético – o Livro Santo –  tão vasto, eterno e poderoso quanto o de Homero. E Metódio perguntava-se, finalmente, se esses dois contemporâneos tinham-se encontrado em algum momento, Homero e o profeta Elias, o tichbita da Galaad – ambos imortais, ambos armados apenas com a palavra, um cego e voltado para o passado, outro vidente obcecado pelo futuro, um grego que cantara a água e o fogo melhor do que todos os poetas, outro, um judeu que premiava com a água e punia com o fogo usando a sua capa como ponte".&lt;br /&gt;Está aí o elo entre ambos: a preocupação com os extremos. Um descreveu, com seus versos geniais, a saga de deuses e heróis no convívio com os humanos. Outro, conduziu os homens do seu tempo e lugar aos pés do único Deus. Um relatou os passeios de Apolo em sua carruagem de fogo pelos caminhos do céu (o que foi transmitido, de boca em boca, de geração para geração, pelos gregos). Outro, foi arrebatado e conduzido a um lugar que desafia a imaginação das pessoas, muito além da Terra e do Sistema Solar.&lt;br /&gt;Não foi a História, porém, que perpetuou estes dois gigantes do gênero humano: foi a sua  grandeza. A conclusão destas reflexões só poderia, mesmo, ser a de Pavitch, neste magnífico trecho do seu livro: "Nunca duas coisas tão grandes estiveram tão próximas uma da outra". Nunca mesmo! E, no entanto, jamais se encontraram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-116187202720125256?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/116187202720125256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=116187202720125256&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116187202720125256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116187202720125256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/10/gigantes-da-comunicao.html' title='Gigantes da comunicação'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-116131088323731172</id><published>2006-10-19T23:20:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.997-02:00</updated><title type='text'>No princípio era o verbo...</title><content type='html'>O meu mundo é o das palavras. Pesquiso-as, sorvo-as, bebo-as, uso-as, faço delas minha voz, minha vez, minha forma de ser e de dizer presente diante dos meus pares. São meu instrumental, meu ar, minha luz intelectual, o alimento do meu espírito, a matéria-prima dos meus sonhos, dos meus versos, das minhas elucubrações. São a minha forma de ganhar o pão sagrado e indispensável de cada dia. São meu credo, meu objetivo, minha alegria e minha preocupação. Desde que surgiu o primeiro ser inteligente no mundo, vivemos por palavras, lutamos por palavras, morremos por palavras.&lt;br /&gt;Os grandes líderes da espécie humana, os guardiões do sagrado ou do profano; os mestres sublimes como Cristo, Buda, Maomé, Lincoln, Gandhi; ou os verdugos do gênero humano, como Alexandre, Júlio César, Átila, Napoleão ou Hitler; os poetas e os profetas; os filósofos e os feiticeiros; os disseminadores das ciências e os arautos do obscurantismo fizeram delas o seu instrumental de luz ou de trevas, de liberdade ou de opressão, de inteligência ou de ignorância. de grandeza ou de miséria.&lt;br /&gt;Nunca vou me cansar de lê-las, de estudá-las, de aprendê-las, de dissecá-las, de entendê-las, de utilizá-las para dar corpo aos meus sonhos. E como são caprichosas! Como são mutantes, volúveis, instáveis, sensíveis! Pablo Neruda lembrou, em um magistral poema: "Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que lhe obedeceu./Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes./São antiqüíssimas e recentíssimas./Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada..."&lt;br /&gt;Diz-se que o homem foi feito "à imagem e semelhança de Deus". Esta parecença, porém, estes sutis traços semelhantes, essa identidade que nos torna "filhos" do Criador do Universo, não estão no físico, no tamanho, no peso, na altura, na beleza, na glória ou na resistência. O homem é pequeno, é frágil, é feio, é miserável e é fraco. A "semelhança" reside na possibilidade mágica, fantástica, miraculosa de se comunicar através de signos coerentes e inteligíveis para todos. Nessa magia, nesse encantamento, nesse milagre que é a palavra. Porquanto, "no princípio era o verbo...", que sempre pré-existiu e continuará existindo quando (ou se) já não mais houver matéria, energia, cosmo, espaço, vazio...&lt;br /&gt;O professor norte-americano Stephen Greenblatt lembra que "nossas palavras estão cheias de vestígios que sequer compreendemos completamente quando falamos, de vozes que existiram no passado e silenciaram, estão mortas. Nossas vidas estão cheias das presenças fantasmagóricas de nossos ancestrais, de nossos pais, de nossos avós, das figuras que nos tocam e em relação às quais tentamos nos situar". Sinto que a única chance que tenho para que, com a minha morte (fatalidade impossível de evitar) não desapareçam todos os vestígios de que existi, amei, odiei, trabalhei, sofri, fui feliz, acertei, errei e aspirei à imortalidade, é a palavra.&lt;br /&gt;Mas essa essência da sabedoria universal requer talento no trato. Exige que quem dela se utilize – quer no relacionamento corriqueiro do cotidiano, quer na nobreza do raciocínio – o faça com competência, com atenção, com carinho. Mark Twain alertou que "palavras são como granadas. Quando usadas inadequadamente, explodem". Seu uso desastrado propicia desentendimentos, conflitos, separações, ódios, incompreensões, guerras e mortes. Frustram, humilham, aborrecem, desanimam, matam.&lt;br /&gt;O poeta Fagundes Varela considera-a a "mais forte das armas, a mais firme, a mais certeira", que provoca os maiores estragos na alma humana. Daí as noites insones e a faina incansável dos dias para entendê-las, dominá-las, absorvê-las, aprender a manejá-las com cuidado, com amor, com competência, para construir, para consolar, para engrandecer, para solidarizar, para defender os indefesos, para condenar as injustiças, para reivindicar direitos.&lt;br /&gt;A tarefa é superior às minhas forças e os resultados são incertos. Faço parte dessa confraria dos sonhadores, desses criadores de castelos imaginários e de mundos inexistentes, conhecidos como "escritores". Por isso, como Guilhaume Apollinaire, rogo às gerações futuras, ao que daqui a dez, quinze, vinte, cem anos ou mais eventualmente lerem estas linhas: "Piedade para nós, que exploramos as fronteiras do irreal!!!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-116131088323731172?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/116131088323731172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=116131088323731172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116131088323731172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116131088323731172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/10/no-princpio-era-o-verbo.html' title='No princípio era o verbo...'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-116044666312098650</id><published>2006-10-09T23:16:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.928-02:00</updated><title type='text'>Fascínio pelos labirintos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vaidade é uma das características, um dos mais visíveis e notáveis defeitos (ou seria virtude?), das pessoas criativas, notadamente dos escritores, e mais em especial ainda, dos poetas. Claro que há exceções, como, aliás, em tudo na vida. Neste caso, porém, prevalece a regra. Alguns chegam a levar essa peculiaridade ao grau superlativo, ao da soberba, da arrogância e da petulância. Felizmente, para eles, não é o que fica a seu respeito para a posteridade, na história da literatura, quando morrem. Permanece a sua obra. E, claro, somente quando esta é de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vaidade dos escritores, esclareça-se, não se refere ao seu aspecto físico (sua eventual beleza, elegância ou charme) e nem à sua riqueza (de raríssimos), força ou coragem. Esses são aspectos que, via de regra, não têm a mínima importância para esses artesãos do verbo, que transpiram criatividade por todos os poros. O que os deixa vaidosos é a sua visão de raio-x da vida, é o talento que têm de enxergar o que realmente importa, de tudo o que nos rodeia, e exatamente onde ninguém enxerga: no óbvio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O poeta é, sobretudo, um descomplicador, um faiscador de pepitas da beleza, meticulosamente escondidas sob a ganga impura do cascalho inútil. E o que é verdadeiramente belo, por estranha ironia, costuma ser, sempre, de uma simplicidade franciscana. Raros escritores têm a coragem de vir a público e confessar que sofreram qualquer espécie de influência de outros, como se isso se constituísse em alguma mancha, em algum delito, em fatal demérito. Claro que não é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Poucos, no entanto, em especial os mais eruditos, podem afirmar, sem que se sintam mal por dizerem uma inverdade, que não foram influenciados em nada pela obra de Jorge Luís Borges. Em especial, quando se trata da literatura latino-americana, que da primeira metade do século passado para cá, experimentou rara explosão de criatividade, para assombro de culturas mais antigas, notadamente a européia, que não acreditavam que a jovem civilização do Novo Mundo pudesse produzir obras tão marcantes, densas, originais e consistentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claro que não vou mencionar autores em cujos estilos e temas é patente a influência borgiana. E por que não o faço? Simples! Por dois motivos. Primeiro, por levar em conta o aspecto vaidade, que mencionei. Não quero melindrar ninguém. E, segundo, por não pretender polemizar com quem quer que seja. Limito-me, pois, a chamar a atenção do leitor para esse aspecto. Certamente, ele saberá identificar por si só onde está essa influência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De minha parte – embora me considere poeta de terceiro escalão – não tenho o mínimo pudor ou constrangimento de declarar que fui e sou influenciado, e muito, por Jorge Luís Borges, principalmente na maneira de encarar a vida e nos aspectos que mais me motivam a escrever. Como ele, por exemplo (ou em decorrência dele), o tempo e os labirintos são dois temas recorrentes em minha prosa e, sobretudo, na minha poesia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa vertente de inspiração foi apenas uma, das tantas, que o escritor argentino me suscitou. Li relativamente pouco do que ele escreveu. Dos 41 livros que publicou, tenho, se tanto, uns 15, mas os considerados principais. Quanto ao tempo, a obra borgiana apenas complementou a impressão que me foi deixada no espírito pela leitura dos seis volumes do “Recherche du temp perdu”, de Marcel Proust. Já os labirintos, ainda me causam um fascínio indescritível, embora tenha utilizado essa imagem em poucas das minhas produções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claro que nossas concepções do tema são diferentes. À visão original de Borges, agreguei a minha experiência pessoal e a minha cultura (ambas, evidentemente, muitos furos inferiores às do escritor argentino). Com o toque da minha personalidade, o tema ganhou rumos próprios, novos, originais, embora (obviamente) menos brilhantes do que os do seu inspirador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vida é um labirinto, onde todos estamos perdidos, em busca de uma saída, tendo em nosso encalço, nos nossos calcanhares, uma fera sanguinária e insensível, que nos persegue de maneira implacável, no intento de nos matar. Sabemos que um dia seremos alcançados por ela, embora não possamos atinar em que ponto desse emaranhado de caminhos e quando. Andamos em círculos e, no final de cada passagem, nos deparamos, invariavelmente, com nova parede e novos rumos que podem ou não nos conduzir à saída. Porém, no final das contas, eles acabam nos conduzindo, somente, a idênticos resultados. Ou seja, a novas paredes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto a maioria dos romancistas, contistas e poetas limita-se a descrever a vida, Jorge Luís Borges mostrou-se mais ousado e foi além: “recriou-a”. E fez isso com tamanha verossimilhança, que o que inventou se confunde com o que, de fato, sempre existiu. Por isso, enquanto eu viver, ele também viverá em meu íntimo, em minhas elucubrações cotidianas mais secretas e em minha busca ingente e desesperada pela “saída do intrincado labirinto da vida”. Vaidades à parte...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-116044666312098650?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/116044666312098650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=116044666312098650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116044666312098650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/116044666312098650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/10/fascnio-pelos-labirintos.html' title='Fascínio pelos labirintos'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115985405299799082</id><published>2006-10-03T02:40:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.843-02:00</updated><title type='text'>A poesia da ciência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O cientista e o poeta lançam mão do mesmo tipo de linguagem, a dos signos e convenções, em suas respectivas atividades: a metáfora. Um, age assim para tentar descrever o indescritível, ou seja, os dois extremos do infinito, tanto o micro quanto o macro. O outro, vale-se desse recurso para tornar concretos os sentimentos e emoções (obviamente abstratos) que movem este animal incrível, o único ser racional conhecido – embora seja possível e até provável que na imensidão do universo, com quatrilhões ou mais de mundos, em uma infinidade de galáxias e sistemas estelares, haja outros, até mais inteligentes e perfeitos. Talvez jamais venhamos a saber se eles existem ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Para ser justo, devo ressaltar que essa constatação, sobre a similaridade das linguagens, não é minha. Vários cientistas de renome admitem isso. E é, até, uma questão de lógica. Os cinco sentidos do bicho homem são extremamente frágeis para penetrar no âmago da matéria ou para alcançar distâncias absurdamente grandes e vislumbrar o que há nos limites do universo. Contudo, com o instrumento da razão, e com a metáfora da matemática (ou da palavra, no caso do poeta) consegue chegar a leis e princípios – &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;demonstráveis, de maneira lógica, posto que apenas de forma empírica – que regem todo esse fabuloso conjunto, cujos limites jamais conseguirá saber onde estão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O eminente físico nuclear Niels Bohr observou a esse propósito: “Quando chegamos aos átomos, a linguagem somente pode ser usada como na poesia. O poeta também não está mais preocupado em descrever fatos do que em criar imagens”. Ciência e poesia, portanto, são as duas faces de uma mesma moeda. Ou seja, ambas refletem a ânsia, a necessidade, a obsessão humana de conhecer (e de entender e explicar) tudo o que nos rodeia, inclusive (e principalmente) o próprio homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma das pessoas que têm tratado com maior didatismo e lucidez essa questão da linguagem dessas duas atividades nobres do homo-sapiens é K. C. Cole (pesquisei durante dias na internet para tentar descobrir o significado das duas iniciais do seu nome, em vão). Trata-se de uma jornalista e escritora, especializada em jornalismo científico, que prestou, durante anos, relevantes serviços em sua especialidade ao jornal “Los Angeles Times” e que, atualmente, leciona essa disciplina, aos futuros comunicadores, na University of Southern Califórnia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Num dos seus múltiplos ensaios a que tive acesso (e que consegui traduzir, posto que de forma canhestra), ela constata: “A ciência, com efeito, envolve, na maior parte dos casos, olhar para coisas que nunca poderemos ver. Não apenas quarks (subpartículas atômicas) e quasares (formações quase-estelares), mas também ‘ondas’ de luz e ‘partículas’ carregadas, ‘campos magnéticos’ e ‘forças gravitacionais, saltos quânticos’ e ‘órbitas’ de elétrons”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;E não somente na física existe essa impossibilidade, mas em praticamente todos os ramos da ciência. Nenhum homem jamais viu, por exemplo, um dinossauro, das milhares de espécies desses gigantescos sáurios que povoaram a Terra. Os paleontólogos, no entanto, não somente “sabem” tudo a seu respeito (será que sabem mesmo?), como conseguem situar a época que teriam vivido (que remonta há vários milhões de anos no passado), descrever os seus hábitos e reconstruir seus corpos, tendo em mãos nada mais do que um punhado de ossos. É a fértil imaginação humana a serviço da compreensão (ou da tentativa dela).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;K. C. Cole – que tem forte ligação com o Brasil, pois passou a infância no Rio de Janeiro – autora de livros notáveis em seu gênero, como “A mente considerando a matéria: conversas com o cosmos” e “Universo e a xícara de chá”, entre outros (cuja leitura recomendo, notadamente para jornalistas), diz mais: “De fato, nenhum destes fenômenos (os que citei acima) é, literalmente, o que dizemos ser. As ondas de luz não ondulam através do espaço vazio da mesma forma que as ondas de água se propagam num lago calmo; um campo não é como um prado, mas antes uma descrição matemática da intensidade e do sentido de uma força; um átomo não salta, literalmente, de um estado quântico para outro; os elétrons não viajam, literalmente, em torno do núcleo atômico em círculos, tal como o amor não produz, literalmente, dor de cabeça”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Como se vê, há profunda poesia na ciência e vice-versa. Usando uma expressão popular, podemos afirmar que ambas “são farinhas do mesmo saco”, frutos da fertilíssima imaginação humana. Só o homem consegue produzir o que há de mais veloz em todo o universo, que supera, em muito, a velocidade da luz: o pensamento. Basta pensarmos, por exemplo, &lt;/span&gt;&lt;st1:personname style="font-family: georgia;" productid="em Alfa Centauro" st="on"&gt;em Alfa  Centauro&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt; e imediatamente estaremos lá. Ou em algum minúsculo planeta de alguma remotíssima estrela, de uma perdida galáxia dos confins do universo, tão distante que o seu brilho chegará à Terra somente daqui uns bilhões de anos após esta não existir mais, para que nos sintamos pisando o seu solo. Por tudo isso, considero a poesia e a ciência gêmeas siamesas... Estarei forçando a barra? Provavelmente. Mas também tenho o direito e a prerrogativa de dar asas à minha imaginação!&lt;span style="font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115985405299799082?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115985405299799082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115985405299799082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115985405299799082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115985405299799082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/10/poesia-da-cincia.html' title='A poesia da ciência'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115919809630091832</id><published>2006-09-25T12:27:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.758-02:00</updated><title type='text'>Arte compartilhada</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O diretor de cinema norte-americano Paul Schrader – que tem em seu currículo, entre tantos outros, filmes como “Auto Focus” (2002), “Temporada de caça” (1997) e “A marca da pantera” – disse, certa feita, em entrevista, uma frase que, embora óbvia, nunca se apagou da minha mente. Declarou: “A arte é sempre maior que a vida”. Claro que tinha razão. As obras que produzirmos, desde que originais e de qualidade, nos sobrevivem, por décadas, por séculos, por milênios, quem sabe até para sempre (embora esse “sempre” não deixe de ser ambíguo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Isto ocorre, como garantiu o psicanalista Carl Gustav Jung, por uma causa fundamental: Porque “o artista é um homem coletivo que exprime a alma inconsciente e ativa da humanidade”. É, pois, o que sabe expressar (e, de fato, expressa), com o signo próprio e característico da sua arte (pintura, música, escultura, dança, literatura, não importa), as angústias, perplexidades, sonhos, misérias e grandezas de um povo; da pessoa comum e não raro inculta, que sente tudo isso, com grande intensidade, mas que não tem como concretizar esses sentimentos em imagens, sons, movimentos ou palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Tenho o privilégio, porém, de privar da amizade de uma pessoa que é perita, em sua modalidade artística, em desvendar esses desvãos escuros e sombrios da alma humana e os revelar plenamente à luz. Trata-se do artista plástico José Luís Piassa, que em julho passado foi, finalmente, reconhecido pela Câmara Municipal de Campinas, que lhe outorgou, com absoluta justiça, a Medalha Carlos Gomes, por sua contribuição para as artes e a cultura da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Fomos colegas de trabalho no jornal Correio Popular, posto que em funções diferentes. Mas cruzávamo-nos, amiúde, e não tardou para que firmássemos sólida e produtiva amizade.  Mantivemos longas e agradáveis conversas sobre nossas respectivas visões de mundo e nossos projetos artísticos. Nunca vi ninguém com tamanho entusiasmo pelo que faz como esse criador sensível e originalíssimo, talentoso e idealista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Foi com satisfação redobrada, pois, que fiquei sabendo do sucesso dos seus totens “Pergaminho Filosófico-Cultural”, espalhados pelo Brasil afora, embora pouco divulgados pelas mídias tradicionais. Há cerca de vinte anos, quando eles ainda não passavam de meros projetos, Piassa já falava, entusiasmado, com os olhos brilhando, a respeito dessa sua idéia. Na oportunidade, embora nunca lhe tivesse dito, duvidei que sua intenção de levar o melhor das artes para os grotões deste país-continente fosse prosperar. E não é que meu amigo artista conseguiu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Claro que voltarei outras vezes ao tema, para explicar no que consistem esses “Pergaminhos Filosófico-Culturais”. Cabe, aqui, um parêntese para explicar o que são totens. Trata-se de uma forma de manifestação que remonta ao princípio da civilização. São símbolos associados, em geral, a uma linhagem familiar, uma tribo, um grupo, uma empresa, ou até a times de futebol. Referem-se, via de regra, a um espírito ancestral. Não se prendem a formas e podem aparecer como uma pedra, ou como uma planta, ou como uma força ou até como o vento ou o trovão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Os totens de Piassa são compostos por colagens, grafismo, textura e pintura. São interativos e contam com a participação direta de membros de determinadas comunidades na sua composição. É o próprio artista que explica como eles são elaborados: “É permitido livre acesso às crianças, aos jovens e adultos, que interagem na obra, de forma a obter um resultado plástico”, diz. E acrescenta: “Outro aspecto importante, que começa a aparecer, se refere à relação entre pintura, colagem, objeto, instalação e intervenção. Tudo leva a uma noção de ambiente, de criação de uma atmosfera onde a vida, a mais comum possível, possa ser vivida e experimentada graficamente, seja na garatuja da base, seja nas intervenções em relevo no corpo que compõe o totem. São campos de energia cromática, de formas, que se propagam e que nos convidam a uma leitura táctil. É um mundo de cores para ser sentido na pele”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Piassa conta, nesse seu original e bem-sucedido empreendimento, com o indispensável apoio do secretário de Programas e Projetos Culturais, Célio Turino, e do próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, que prestigiaram a inauguração de vários dos totens em Pontos de Cultura espalhados pelo País afora. O meu amigo artista, portanto, mais do que nunca, é, simultaneamente, veículo e agente da expressão da alma inconsciente e ativa da humanidade, ou de, pelo menos, parcela expressiva dela.                  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115919809630091832?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115919809630091832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115919809630091832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115919809630091832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115919809630091832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/09/arte-compartilhada.html' title='Arte compartilhada'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115859780813937026</id><published>2006-09-18T13:39:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.679-02:00</updated><title type='text'>A esteira rolante do tempo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O tempo pode ser comparado a uma esteira rolante, dessas que existem nas linhas de montagem das modernas indústrias. Rola, sem cessar, a uma velocidade sempre uniforme, e leva consigo nossas ilusões, sonhos e ideais (que têm que ser constantemente renovados para sobreviver), nossas alegrias e tristezas, nossos sucessos e fracassos e nosso entusiasmo ou nossa frustração. E um dia, quando menos esperamos...zás! Nos leva também!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os problemas que aguardam a humanidade, num futuro que pode ser próximo ou remoto, ninguém logicamente sabe quando (e isto se, num assomo de loucura, algum imbecil não apertar o fatídico botão que deflagre o holocausto nuclear) são, no mínimo, apavorantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A população do Planeta cresce numa proporção estonteante, o que reduz os espaços, há não muito fartos e faz com que “encolham” de forma perigosa. A capacidade de produção de alimentos, para sustentar esse crescente aumento populacional, já está quase no limite máximo. Corre-se o risco real de faltar água potável para todos. Rios, mares, lagos e fontes estão cada vez mais poluídos. O ar torna-se, a cada dia que passa, cada vez mais irrespirável. A temperatura média do Planeta cresce de ano para ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela primeira vez na História, o ser humano detém em suas mãos (nada confiáveis) o poder de destruir o mundo num piscar de olhos. Doenças antigas são erradicadas, mas outras, muito mais letais e misteriosas (como o Ebola, a Aids e a gripe aviária, por exemplo), surgem, como que do nada. É mister que não se esqueça que a gripe espanhola, cuja origem e natureza não foram bem explicadas até hoje, dizimou 18 milhões de pessoas ao redor do Planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certamente, o engenho dos pesquisadores vai encontrar solução para esses males. Isso ocorrerá, todavia, em decorrência do esforço concentrado de milhares de indivíduos e não, como os néscios supõem, por causa da passagem do tempo, porque “o futuro vai chegar”. Ele chega e se vai, desde o mais remoto passado (o da origem do universo) a cada segundo que passa, mesmo que não venhamos a nos dar conta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O tempo, pois, reitero, é como uma esteira rolante diante da qual estamos, num determinado ponto da sua passagem. A parte que já passou por nós de forma alguma vai voltar. O que está à frente, o futuro, a cada piscar de olhos ou bater de asas de um beija-flor se transforma &lt;st1:personname productid="em passado. E" st="on"&gt;em passado. E&lt;/st1:PersonName&gt; o que passa velozmente diante de nós, com tamanha rapidez que sequer o percebemos, é o presente, fugaz, invisível e imensamente volátil. E isto enquanto pudermos permanecer diante da esteira porque, num determinado prazo, que não temos a mínima possibilidade de conhecer qual é, teremos de sair definitivamente dali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há, portanto, momentos inúteis, vazios, ociosos, cuja perda possamos recuperar. Todos eles, sem exceção, são irrecuperáveis. Nós é que quase nunca sabemos como equacionar o tempo. Preenchemo-lo, via de regra, com banalidades, fatuidades e tolices. Jogamos fora, na maior ingenuidade, esse que é o nosso maior capital.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há pessoas que parecem que já nasceram cansadas ou entediadas. Do que mais elas falam e o que mais buscam são o descanso e o lazer. Bem dosados, ambos têm, evidentemente, seu espaço. Mas é indispensável que jamais se erre na medida. O poeta dinamarquês Piet Hein, no poema “Cura para a exaustão”, aborda com propriedade a questão, ao revelar: “Algumas vezes, exausto/da labuta costumeira,/quisera poder dormir/uma eternidade inteira./Mas então penso melhor,/esqueço luta e canseira:/muito breve farei isso,/quer eu queira quer não queira”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A época em que vivemos é caracterizada, sobretudo, pela pressa. Quase nunca, todavia, esse afã é o de produzir soluções para problemas existenciais, individuais e coletivos, que se arrastam há séculos, quando não milênios. Enquanto os avanços tecnológicos viajam em jatos várias vezes mais velozes do que o som, os humanísticos caminham a passos de tartaruga, e das mais lerdas, e isto quando não retrocedem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não conseguimos nos situar no tempo. Daí tamanha carga de angústia, tanto nossa, quanto dos que nos rodeiam. Daí tamanho egoísmo e desamor. Daí os casulos de solidão em que estamos encerrados, paradoxalmente, numa época em que o mundo tem excesso de pessoas, muito mais do que seria desejável. O homem deste século XXI, no afã de concretizar o seu sonho (que, convenhamos, nada faz de prático para tornar concreto), só fabrica pesadelos e fica numa espécie de vácuo do tempo. Abomina, com facilidade, o passado, recentíssimo, perdendo uma carga inestimável de experiências, que faz questão de enterrar como velharias. E não consegue nunca, evidentemente, chegar ao futuro, onde, certamente, o espera a grande e implacável niveladora dos homens: a morte!!! Pura insensatez!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115859780813937026?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115859780813937026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115859780813937026&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115859780813937026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115859780813937026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/09/esteira-rolante-do-tempo.html' title='A esteira rolante do tempo'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115799081255596326</id><published>2006-09-11T13:06:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.605-02:00</updated><title type='text'>Carta ao homem</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O caminho do sucesso é estreito e acidentado e quando as pessoas conseguem obtê-lo, às vezes se decepcionam por não se sentirem felizes com os resultados. Aliás, trata-se de um conceito bastante subjetivo, este que se refere ao êxito, com significados diferentes de um indivíduo para outro. É algo que não se obtém por acaso. Precisa ser cuidadosamente planejado e incessantemente buscado, sem esmorecimento ou desânimo. Além disso, não é um certificado de garantia de que quem o obtenha será feliz.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O doutor Lair Ribeiro define com precisão: “Sucesso é conseguir o que você quer. Felicidade é querer o que você conseguiu”. Muitos optam pelo primeiro e envelhecem desiludidos e amargos, abreviando suas vidas. Outros, apostam no segundo e terminam seus dias na Terra dando preciosas lições de sabedoria e de amor ao próximo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Viver é, além de uma maravilhosa oportunidade, uma inigualável aventura e um enorme privilégio, sobretudo uma arte. O escritor João Guimarães Rosa coloca na boca de um de seus tantos personagens a seguinte observação: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim. Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Este é o diferencial entre os que conseguem chegar a uma avançada idade com lucidez, produtividade e, sobretudo, alegria e os que envelhecem melancolicamente, se auto-desrespeitando e sendo alvos apenas da indiferença ou, quando muito, piedade alheias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A artista plástica Diana Santos, entre seus inúmeros trabalhos, pintou um quadro comovedor, que intitulou “O Velho”. A figura do ancião retratado na tela passa uma magia, uma ternura, uma doçura incomparáveis. Outro dia, ela revelou que esse homem frágil e ao mesmo tempo forte, existe. Não se trata de alguma pessoa de sua família, nem de alguém que tenha tido todas as facilidades na vida para chegar à idade que chegou. Ela própria dá a identificação: “Seu nome é Domingos. Sua profissão, vendedor de vassouras. Sua moradia, de favor na casa de alguém. Seu objetivo, amar e viver, pelo homem e com o homem, por Deus e com Deus”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Essa humilde figura, revestida de tamanha grandeza, fez com que a artista se sentisse insatisfeita somente em retratar o seu porte. A linguagem dos traços, das tintas, do jogo de luz e sombras, foi insuficiente para Diana expressar a impressão que o senhor Domingos lhe passou, a despeito da excelência do quadro. Por isso, recorreu à poesia, a esta “Carta ao homem e à vida”: “Ele usa sua sabedoria, com sabedoria./Usa sua idade com inocência./A curvatura de suas costas mostra sua experiência./Não enxerga, mas vê como se vê através da água./Seus olhos azuis brilham e amam./A dor de sua vida encara como se fosse um carinho,/um presente de Deus./Sua roupa velha e surrada serve somente/para cobrir e aquecer seu corpo cansado, sem cobrir/sua beleza e riqueza./Sorri e conversa lhe dando amor, vida, alegria,/força, fé, amizade, carinho e felicidade./Seus 80 anos ou mais trabalham com a alegria e a força/que necessita para viver”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Está aí um homem sábio que soube ser feliz com quase nada. Superou deficiências, equacionou ambições, racionalizou metas e encontrou um objetivo simples, um significado amplo para a vida. Poucos conseguem isso. Quem o diz é um dos homens mais sábios do nosso tempo, Albert Einstein, que sentenciou: “É estranha a nossa situação aqui na Terra. Cada um de nós vem para uma curta visita, sem saber porque, embora às vezes possamos prever algum objetivo”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Felizes das pessoas que o prevêem! O cidadão Domingos, 80 anos, cujo sobrenome desconheço, descobriu o óbvio, que cientistas, filósofos, artistas e muitos gênios jamais atinaram. Ou seja, que o maior objetivo da vida é amar e viver...Simples assim.             &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115799081255596326?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115799081255596326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115799081255596326&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115799081255596326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115799081255596326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/09/carta-ao-homem.html' title='Carta ao homem'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115740488030192468</id><published>2006-09-04T18:18:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.530-02:00</updated><title type='text'>Ato de amor</title><content type='html'>&lt;p class="western"&gt;As obras duradouras, que permanecem anos, séculos, quiçá milênios após a nossa morte e que beneficiam gerações, não importa seu tamanho ou natureza, são atos de amor. Não esse estereotipado, mutilado e distorcido, como é entendido por grande parte das pessoas, ou seja, a mera transação de corpos, almas e interesses, sem nenhum comprometimento profundo e genuíno. Este tipo de sentimento conduz, somente, à frustração, ao desespero e à solidão.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O amor a que me refiro é aquele desprendido, abnegado, altruísta, que move céus e terras para proteger e beneficiar seus destinatários, sem esperar agradecimentos, vantagens e sequer reciprocidade. Por esta emoção, sim, vale a pena viver e, se preciso, vale a pena morrer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Quem não ama o que faz, jamais conseguirá fazer nada bem feito. Não terá vontade, coragem e disposição de colocar em sua obra corpo, coração e mente. Ou seja, tudo aquilo que é. Estará em atividade errada e esse fato resultará, fatalmente, em frustração, desgosto e fracasso. Temos que amar, sobretudo, a humanidade, a despeito de suas fraquezas, aberrações, patifarias e contradições. Ou seja, devemos agir como recomendam lúcidos pregadores: “abominar o pecado, mas ter compaixão pelo pecador”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Aquele que não ama os semelhantes e, pior do que isso, que os abomina, jamais dedicará a vida na elaboração de uma obra cujos resultados não irá aproveitar. Nunca podemos perder de vista o fato de que somos efêmeros e que desconhecemos nosso tempo de vida. Quanto menos esperarmos, zás, alguma fatalidade (acidente, doença ou agressão), pode nos atingir e pôr fim à nossa aventura no mundo. E mortos, claro, de nada nos valerão nossos bens ou nossas virtudes ou nossas aptidões. Tudo o que fazemos, portanto, mesmo que não venhamos a nos dar conta, é para usufruto alheio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Todos temos condições de alcançar nossos objetivos (desde que factíveis, claro), seja qual for a nossa competência, o nosso grau de instrução ou a nossa posição social. Podemos ser vencedores, na atividade que escolhermos, desde que tenhamos talento para ela, nos comprometamos com a mesma e nos empenhemos de verdade para a exercer com o máximo de dedicação. E em que consistiria essa vitória? Para alguns, seria a acumulação de bens. Tolice, claro. Dessas bugigangas, que tanto valorizamos, temos posse apenas transitória, enquanto vivermos. Tão logo dermos nosso derradeiro suspiro...não mais serão nossas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Vencer na vida, então, consistiria em conquistar prestígio, poder e influência? Quem tiver isso como objetivo terá, certamente, imensas frustrações. Pode até conseguir esse status por algum tempo. Mas quando o castelo de cartas ruir...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O reverendo Norman Vincent Peale dá sua “receita” para uma vida produtiva, equilibrada e feliz: “Quando dizemos que o entusiasmo é o poder que soluciona problemas, queremos dizer que é o próprio Deus quem nos dá a coragem, a habilidade e a fé que necessitamos. Ame as pessoas, ame os céus  sob os quais você vive, ame a beleza, ame a Deus. A pessoa que ama – e crê – possui a alegria e a centelha que encherão sua vida de significação”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Nós não nos conhecemos de verdade. Não temos noção exata, e sequer aproximada, da nossa força, do nosso talento e do nosso potencial. A maioria das pessoas nem tenta chegar ao auto-conhecimento, talvez por medo do que possa descobrir. Embora negue enfaticamente, refugia-se na morna rotina do dia-a-dia, por anos a fio, com medo de se expor às descobertas, às experiências e ao amor. E, portanto, à vida. Vegetam, não vivem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ao mínimo fracasso, à menor frustração, essas pessoas entregam-se a um inócuo choramingar, a um exercício inútil e covarde de auto-piedade. No entanto, há um mundo a ser conquistado. Para isso, porém, o medo de se expor tem que ser, necessariamente, deixado de lado. Objetivos claros e definidos precisam ser traçados e seguidos rigorosamente. O resto...&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" align="justify"&gt;Bem, o resto é colocar no empreendimento tudo de si. Aliar ação à emoção, técnica ao sentimento, conhecimento ao amor pelo que se faz. Há tempos, ouvi de alguém uma citação, cujo autor desconheço, e que nunca mais me saiu do pensamento. Diz: “Quando nascemos, todos ao nosso redor riem e apenas nós choramos. Vivamos uma vida de tal sorte que, ao morrermos, todos chorem nossa partida e somente nós possamos sorrir, com a certeza do dever cumprido”. Isto é o que entendo como colocar amor em todos nossos atos. É viver com alegria e entusiasmo. Ou, simplesmente, é viver!&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115740488030192468?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115740488030192468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115740488030192468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115740488030192468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115740488030192468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/09/ato-de-amor.html' title='Ato de amor'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115691342235976246</id><published>2006-08-30T01:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.454-02:00</updated><title type='text'>Momentos de felicidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img201.imageshack.us/img201/3491/felizxq3.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://img201.imageshack.us/img201/3491/felizxq3.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A capacidade de ter (e de expressar) gratidão é uma das características das pessoas felizes. Elas nunca se consideram credoras da ajuda e da consideração dos que as cercam. E sabem ser gratas aos parentes, pelo carinho; aos cônjuges, pelo amor; e aos amigos, pela amizade manifestada. Victor Hugo constatou, em um de seus livros, que “os infelizes são ingratos”. E arremata: “a ingratidão faz parte da infelicidade deles”. &lt;p class="western" align="justify"&gt;Temos tantos e tão variados motivos de gratidão bastando, para identificá-los, olharmos atentamente ao nosso redor. Devemos ser gratos a Deus, pela oportunidade da vida; aos nossos pais, pelos desvelos na nossa criação e pelos princípios que nos transmitiram, e à natureza, por nos proporcionar todos os recursos que asseguram nossa sobrevivência. Agindo assim, já teremos dado um grande passo para sermos felizes. Afinal, a felicidade não se acha por aí, mas se conquista, com sensibilidade e sabedoria. E com reconhecimento das coisas boas que nos acontecem e com a conseqüente gratidão, por termos esse privilégio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Um dos maiores pecados que uma pessoa pode cometer, se não o maior de todos, é o de não ser feliz. É o de alimentar rancores, inveja, cobiça e egoísmo, em detrimento dos sentimentos nobres, das emoções sadias e dos atos de grandeza. A felicidade, ao contrário do que muitos pensam, não consiste na posse de bens materiais e nem na companhia de pessoas que os sirvam e bajulem. Estes até podem contribuir para que sejamos felizes, mas, sozinhos, não nos proporcionam essa desejada bem-aventurança. A felicidade não é nada concreto, visível ou palpável, mas um conceito, uma postura, um comportamento.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Há pessoas que a deixam de usufruir, por não a saberem sequer identificar, quanto mais valorizar o que de bom a vida lhes proporciona. Contam, por exemplo, com uma família unida e amorosa; são cercadas de afeto de múltiplos amigos por todos os lados, mas não sabem dar valor a esse magno privilégio, alheias ao fato de que a maioria não conta com essa bênção. Apostam na infelicidade e findam por, de fato, serem infelizes. Devemos ser pródigos em agradecimentos e parcimoniosos em reclamações. Caso contrário...Seremos  rematados tolos de chutar nossa felicidade para um lugar em que jamais a conseguiremos alcançar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ninguém, em lugar algum, é feliz o tempo todo. Isso não existe. Sempre haverá uma preocupação, uma angústia, um contratempo, um desgosto qualquer, pequeno ou grande, para nos atormentar. Isso, contudo, não pode influir em nosso humor, não pelo menos por muito tempo. A felicidade é constituída de “momentos”, mais ou menos duradouros, de acordo com nossas ações e, também, da nossa percepção. Um deles, por exemplo, é quando passamos por um desses campinhos improvisados de futebol do bairro e uma bola sobra, redondinha, pererecando, para nós. Mesmo engravatados, com a pasta 007 à mão e os sapatos de cromo alemão tolhendo os movimentos, conseguimos dominá-la, fazer duas ou três embaixadas sem que ela nos escape ou caia no chão, e endereçá-la, certeiramente, de volta à molecada, sob aplausos admirados (ou mesmo galhofeiros, não importa) dos meninos. Nesses instantes, nos sentimos, secretamente, o próprio Ronaldinho Gaúcho a entortar os zagueiros adversários numa final da Copa da Uefa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Outro momento de felicidade (pelo menos para mim) é quando passo o dia com meu neto e retorno, sem vergonha ou sem censura, à infância, revivendo, nele, os inocentes sonhos infantis que um dia acalentei. Outro, é quando de manhã, aos primeiros raios de sol, sigo em direção da padaria, para comprar leite e pão, com passo lento e preguiçoso, cumprimentando, à esquerda e à direita, vizinhos, conhecidos, amigos ou, principalmente, estranhos e recebo, em retribuição, um sorriso. Outro, ainda, é quando me dou conta de que praticamente cumpri com todas as obrigações que a vida me impôs, de que criei (e bem) meus quatro filhos, mas que ainda tenho saúde e disposição para usufruir as coisas boas que há no mundo. E há milhares e milhares de outros momentos, tantos que até me fogem da memória, em que sou grato por tudo o que tenho e pelo que sou, e em que estou em paz comigo mesmo.   &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Um dos desafios mais árduos e, no entanto, mais compensadores, é o de aprender a lidar com frustrações de toda a sorte em nosso cotidiano e evitar que elas se transformem em crônicos aborrecimentos. Para o bem da nossa saúde física e mental, e para o bem-estar dos que nos cercam e que conosco convivem, devemos manter sempre constante o nosso bom-humor, sem permitir que qualquer incidente, seja de que tamanho ou natureza for, o comprometa e arruíne. Devemos ter em mente a sábia observação do filósofo Ralph Waldo Emerson: “Para cada minuto que você se aborrece perde sessenta segundos de felicidade”. Não parece, mas se trata de perda irreparável. Há pessoas que perdem não apenas um minuto, mas horas sem fim, dias, meses, anos, quando não a vida toda, acalentando mágoas, chateações e desejos de vingança, abdicando da possibilidade de serem felizes. Vale a pena abrir mão de tanto por tão pouco? Claro que não!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Há um mundo a ser conquistado, que desafia o nosso talento e a nossa competência. Para isso, porém, o medo de se expor tem que ser, necessariamente, deixado de lado. Objetivos claros e definidos precisam ser traçados (e seguidos rigorosamente). O resto... Bem, o resto é colocarmos no empreendimento tudo de nós. É aliar ação à emoção, técnica ao sentimento, conhecimento ao amor pelo que se faz.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Há tempos, ouvi, de alguém, uma citação, cujo autor desconheço, e que nunca mais me saiu do pensamento, que diz: “Quando nascemos, todos ao nosso redor riem e apenas nós choramos. Vivamos uma vida de tal sorte que, ao morrermos, todos chorem nossa partida e somente nós possamos sorrir, com a certeza do dever cumprido”. Isto é o que entendo por “ser feliz”. O resto? Bem, o resto.não conta. Isto sim é viver com alegria e entusiasmo. Ou, simplesmente, é viver!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115691342235976246?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115691342235976246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115691342235976246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115691342235976246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115691342235976246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/08/momentos-de-felicidade.html' title='Momentos de felicidade'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115618371568108271</id><published>2006-08-21T15:06:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.373-02:00</updated><title type='text'>Esperança e vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A esperança é a última que morre. Quem nunca ouviu esse clichê tão surrado, repetido “ad nausea” milhões de vezes, mundo afora, nas mais variadas circunstâncias e ocasiões? Vou mais longe: quem nunca o utilizou ao se referir a sonhos considerados impossíveis (que, na maioria das vezes, de fato são) que, no íntimo, acredite que venham, de alguma forma, a se concretizar? Todavia (e creio que isso seja ponto pacífico), ninguém pode apenas se limitar a esperar que as coisas aconteçam, sem agir em sentido prático para a sua concretização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É preciso empenho, paciência, sabedoria e muita determinação para atingir objetivos, desde que estes, logicamente, sejam factíveis. E, mesmo assim, jamais podemos ter certeza absoluta do êxito. Até porque, o sucesso, seja naquilo que for, não depende apenas de nós (pelo menos na maioria dos casos). Envolve muitas outras pessoas e, sobretudo, determinadas circunstâncias, que nos sejam favoráveis. Ademais, não há colheita sem semeadura, é óbvio (embora muitos ajam como se houvesse essa miraculosa possibilidade).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mesmo se plantarmos, estaremos sujeitos a uma série de fatores que podem redundar ou não &lt;st1:personname productid="em sucesso. Plantando" st="on"&gt;em sucesso. Plantando&lt;/st1:PersonName&gt;, por exemplo, o terreno escolhido tem que ser fértil. Pode, porém, ser estéril e, por isso, não produzir coisa alguma. Se não for inadequado no que se refere à fertilidade, é o clima que, muitas vezes, tende a não ajudar. Pode ocorrer, por exemplo, excesso (ou falta) de chuva, ou calor em demasia, ou geada, ou chuva de granizo, ou outro acidente climático qualquer, arruinando, dessa maneira, todos os nossos esforços. Ou, ainda, a semente utilizada pode ser ruim e sequer germinar. Ou pragas podem ocorrer (à nossa revelia, claro), tornando o nosso empenho inútil e vão. São muitos, como se vê, os fatores que ameaçam fazer da colheita uma enorme frustração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contudo, se tivermos plantado, teremos alguma esperança, mesmo que mínima, de que possamos colher alguma coisa, mesmo que não na quantidade e sem a qualidade que pretendíamos. Quem não plantar, no entanto... Este sim terá uma certeza que será absoluta: a de que não colherá coisíssima alguma. Na vida também é assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A maioria, porém, tende a esperar, esperar, e esperar, mesmo que não tenha movido um só dedo para concretizar o que tanto deseja e que sequer saiba se o que espera lhe será um bem ou um mal. Não raro lhe é nocivo. Mas e daí? É seu sonho, seu ideal, sua obsessão até.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É fartamente conhecida a composição de Chico Buarque de Holanda (grande sucesso popular, se não me falha a memória, dos anos 70), intitulada “Pedro pedreiro”, e que diz, em determinado trecho: “Pedro pedreiro espera o Carnaval./E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês./Esperando, esperando, esperando, esperando o sol,/esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem,/esperando a festa, esperando a sorte/e a mulher de Pedro está esperando um filho pra esperar também”. E não é assim que as coisas acontecem? Claro que sim! Todos somos, em certa medida, como o Pedro pedreiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Graham Greene constata a respeito, no livro “O cônsul honorário”:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Nada é inelutável. A vida tem surpresas. A vida é absurda. Porque é absurda, sempre há esperança”. E há mesmo. Só que ela pode se transformar em desespero, em decepção, em mágoa, em uma enorme frustração, o que é bastante comum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muito já se escreveu, e outro tanto poderia ser escrito, sobre esse comportamento, caracterizado pela inação, e que, por essa razão, é sempre estéril. Jamais resulta &lt;st1:personname productid="em frutos. Afinal" st="on"&gt;em frutos. Afinal&lt;/st1:PersonName&gt;, como diz Geraldo Vandré, em sua tão conhecida canção, que inclusive foi bandeira de luta de toda uma geração que se opunha à ditadura militar no Brasil naqueles que ficaram conhecidos como os “anos de chumbo”: “esperar não é fazer./Quem sabe faz a hora/não espera acontecer”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Todavia, um dos textos mais pitorescos a respeito da esperança foi escrito por Mário Quintana. Trata-se de afirmação inteligente e instigante por ser, sobretudo, lógica. E de uma lógica irrefutável. O poeta afirma, em determinado trecho: “O ditado diz que, enquanto há vida, há esperança. Eu digo que enquanto há esperança, há vida. Porque nunca foi encontrado, em nenhuma parte do mundo, num bolso de um suicida, um bilhete de loteria que fosse correr no dia seguinte. Ele esperaria, ao menos, para comprar o revólver de ouro”.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h3 style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Há como refutar tamanha lógica? Claro que não! A esperança, obviamente, está necessariamente num tempo futuro. Não há, é evidente, como esperar que nos aconteça o que quer que seja num tempo que já passou. Por isso, não cansamos de fantasiar, mesmo que não venhamos a nos dar conta, um período promissor, além do instante presente, em que as coisas nos serão sumamente favoráveis (no mínimo melhores do que atualmente). Em que as circunstâncias atuarão a nosso favor, as peças se encaixarão por si sós, à nossa revelia, e seremos amados, bem-sucedidos e felizes para todo o sempre. Mas a vida não é assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3 style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;É lícito, é válido e até é necessário que tenhamos esperanças. Contudo, estas devem sempre vir acompanhadas de ações, para que não se tornem estéreis, fantasiosas, inúteis e não se transformem em fontes inesgotáveis de mágoas e de frustrações. Afinal, nosso futuro individual (e também da espécie) será, exatamente, aquele que construirmos com nosso esforço, talento e persistência (“com uma ajudazinha providencial do acaso, claro”, eu aduziria, sem pestanejar).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115618371568108271?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115618371568108271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115618371568108271&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115618371568108271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115618371568108271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/08/esperana-e-vida.html' title='Esperança e vida'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115556892291940870</id><published>2006-08-14T12:21:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.305-02:00</updated><title type='text'>Arte da dúvida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;A educação é o único caminho para a correção de graves distorções de comportamento, geradoras de violência, tensões, guerras, injustiças de toda a sorte, desigualdades sociais etc., que transformam a vida cotidiana em permanente sobressalto e inibem nossas melhores potencialidades. Essa afirmação é pacífica e consensual. Não há quem não concorde com ela, seja político, educador, jornalista, economista, antropólogo, filósofo etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Candidatos de todos os partidos, das mais variadas ideologias, que postulam os mais diversos cargos do Legislativo e do Executivo, dão ao tema absoluta prioridade, pelo menos nominal, em seus discursos de palanque, embora depois de eleitos pouco ou nada façam de efetivo para universalizar esse direito fundamental de qualquer pessoa. E quando fazem qualquer coisa, incorrem num erro essencial. Ou seja, confundem educação com mera alfabetização, adestramento, instrução. Não se dão, sequer, ao trabalho de consultar um dicionário qualquer para conhecer sua real significação, natureza e abrangência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Tenho apontado, insistido, e reiterado, vezes sem conta, sobre as implicações negativas que esse erro implica. Educação, de acordo com mestre Aurélio, é o “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano; civilidade; polidez”. Deve ter, portanto, não apenas um único agente, no caso o professor, mas vários outros, como os pais, os sacerdotes, os jornalistas, os escritores etc.etc.etc. É um processo contínuo, permanente, ininterrupto, que começa logo após o nascimento e não se encerra (como equivocadamente alguns pensam), com a mera colação de grau, com a obtenção de variados diplomas, das diversas fases de ensino, mas apenas com a nossa morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Para o filósofo norte-americano Will Durant, que registrou sua constatação no livro “Filosofia da Vida”, (um clássico do gênero), educação é o “simples progresso da arte da dúvida”. Essa, pelo menos, é sua gênese, que remonta ao nosso primitivo ancestral, tão logo tomou consciência da própria existência e do universo que o rodeava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;As dúvidas que o assaltavam, o levavam a experimentações, a indagações, a constatações, a novas perquirições, formando, dessa maneira, um imenso círculo-vicioso, que realimentava continuamente o processo. Ou seja, cada descoberta conduzia a uma nova dúvida, que por sua vez levava aquele homem primitivo a novas indagações e experiências e, assim, sucessivamente. Dessa forma nasceram a linguagem, os costumes, a escrita, a moral, as leis, a cultura, as artes, a filosofia e todo o conhecimento que integra o patrimônio da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Escrevi, recentemente, sobre o assunto, ao abordar a interminável crise que assola o País e concluí que parte considerável dela se devia a um sistema educacional deficiente, que peca, principalmente, em sua filosofia e em seus objetivos. E indaguei: “&lt;span style=""&gt;Para o quê, por exemplo, educamos nossa juventude? Para a mera conquista desse conceito vago, chamado sucesso? Para que os educandos ganhem bastante dinheiro nas profissões que escolherem e consumam o máximo que puderem, sem reflexão ou pudor? Para a mera formação de mão-de-obra especializada para o sistema produtivo? Ou para a realização de valores e de ideais que devem ser permanentes, como igualdade, justiça, solidariedade, cooperação etc.etc.etc?”. Seguramente, para esta última opção que coloquei, são raras as pessoas e entidades que estão educando (e se educando) nos dias que correm. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Peço licença ao paciente leitor para citar um trecho do livro “Filosofia da Vida”, &lt;st1:personname productid="em que Will Durant" st="on"&gt;em que Will Durant&lt;/st1:PersonName&gt; apresenta uma das melhores definições que já li sobre esse conceito tão mal entendido, embora tão essencial (individual e coletivamente): “Educação não significa tirar diplomas de perícia em comércio, em mineração, em botânica, em jornalismo, ou epistemologia; significa, através da absorção da herança moral, intelectual e estética da raça humana, alcançarmos o controle tanto de nós mesmos como do mundo exterior; significa escolhermos o melhor como o associado do nosso corpo e do nosso espírito; significa aprendermos a adicionar a cortesia à cultura, a sabedoria ao conhecimento e a indulgência à compreensão. Quando produzirão nossos colégios homens assim?”.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;A indagação de Will Durant, há tempos, é a minha também. E estendo-a um pouco além: Quando os pais, os professores, os líderes religiosos, os intelectuais, os filósofos, os jornalistas etc., enfim, a sociedade, produzirão homens assim?. Sim, quando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Estas reflexões ficariam incompletas sem a devida contextualização. Para tanto, recorro a outra citação (e que me perdoem os meus críticos, que condenam esse meu procedimento, de recorrer, quando necessário, às luzes de pessoas muito mais sábias e competentes do que eu), desta vez do educador Paulo Freire, que constatou, em seu livro “Pedagogia da Indignação” (Editora Unesp):&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ela tampouco a sociedade muda”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas, aduzo e reitero: educação considerada em seu real significado e não, meramente, alfabetização, instrução e/ou adestramento. Voltemos, pois, a exercer plenamente a arte da dúvida dos primórdios da civilização!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115556892291940870?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115556892291940870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115556892291940870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115556892291940870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115556892291940870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/08/arte-da-dvida.html' title='Arte da dúvida'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115505995269780725</id><published>2006-08-08T14:58:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.227-02:00</updated><title type='text'>Paciência e preguiça</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:12;"&gt;A paciência, virtude de pessoas muito especiais, atributo dos santos, é, muitas vezes, confundida com preguiça. Uma caracteriza-se por saber esperar, tanto para agir, quanto para colher os frutos dessa ação. Outra é a inação, a espera que os outros façam por nós o que deveria ser da nossa competência. É o não fazer. Para entendermos as vantagens de sermos pacientes, basta observar a natureza. Tudo nela tem o seu tempo certo: o de arar, o de semear, o de impedir que as ervas daninhas sufoquem as sementes e o de colher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;E o suceder das estações? Nunca o verão vem antes do inverno. Ou a primavera antecede o outono. Há um ciclo ordenado na natureza. Tempo certo para tudo. No caso do plantio, qualquer tentativa de pular uma das etapas pode arruinar toda uma lavoura e pôr a perder o trabalho despendido. O mesmo ocorre na vida. O apressadinho corre o risco de ficar sem colheita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;O raciocínio é válido em todos os empreendimentos: na profissão, nos relacionamentos entre pessoas e, mormente, nas artes. Há exercício maior de paciência do que o de um escultor? Da pedra bruta (ou do metal), à obra acabada, há todo um processo de desbastar, burilar e acertar detalhes. Há que se trabalhar, diligentemente, compenetradamente, pacientemente. Há que se confiar que no final desse esforço, da matéria disforme vai surgir uma escultura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;O escritor, igualmente, tem que ser paciente. E o artista plástico, o músico, o ator, etc... Ao contrário da preguiça, a paciência é irmã da constância, da persistência, do agir na hora certa. Um bebê, para nascer perfeito, precisa passar por uma gestação de nove meses. É inútil os pais se impacientarem e tentarem abreviar o processo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Conheci pessoas extraordinárias nesse aspecto. Uma foi minha professora primária, dona Esther Freeman. Tratava-se de uma mestra abnegada, disposta a repetir os conceitos que queria transmitir aos alunos dez, vinte, mil vezes se fosse necessário. Insistia o quanto fosse preciso para aclarar as lições, de forma a que sentisse que todos, mas todos mesmo, haviam entendido o que se propunha a ensinar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Para não prejudicar os meninos com percepção mais rápida, abria mão de partes da sua folga, para aulas de recuperação aos que estivessem &lt;st1:personname productid="em dificuldades. E" st="on"&gt;em  dificuldades. E&lt;/st1:personname&gt; jamais ouvi dona Esther dizer qualquer palavra mais áspera, que denotasse irritação, ou impaciência, até mesmo para os preguiçosos, os malandros, os que claramente não manifestavam nenhuma vontade de aprender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Maravilhosa mestra que, além de sedimentar em minha mente conceitos básicos, que me permitiram um fácil aprendizado na seqüência dos meus estudos, me ensinou o valor da perseverança e a importância da paciência. Hoje, amadurecido, penso, agradecido, na professorinha primária que me ajudou a ser homem. Valorizo sua abnegação, sabedoria e, sobretudo, amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Lembro-me dela ao ler a citação de Jean-Jacques Rousseau, que ela sempre nos transmitia, embora com outras palavras, mais acessíveis para nossas mentes infantis: "A paciência é amarga, mas seus frutos são doces". É essa virtude que impede que desanimemos, quando fazemos tudo certo em determinada atividade e os resultados tardam a aparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Tive amigos que eram exemplos de paciência. Perseguiam seus objetivos como leões, com uma garra invejável. Faziam o que tinham de fazer, por mais enfadonhas e árduas que fossem essas tarefas, com o espírito de Jó. Não reclamavam, não desanimavam, não se entregavam à inação. Esgotada a ação, esperavam quanto fosse necessário. Em alguns casos, a espera limitava-se a alguns dias. Em outros, chegava a anos. Mas mantinham-se tranqüilos, cientes de que tinham feito o quer era preciso fazer. Não conheço um só deles que tenha deixado de alcançar seu objetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;No outro extremo, convivi com pessoas brilhantes, mas sem nenhum espírito de luta. Indivíduos cujos prognósticos de sucesso na vida eram unânimes. Mas esperavam que esse êxito viesse através de magia ou caísse do céu. Ou que a colheita ocorresse no dia seguinte ao da semeadura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Hoje, encontro-os em estado melancólico: envelhecidos, amargurados, alguns até viciados em álcool. Os primeiros, eram pacientes. Os segundos, preguiçosos. Paul Verlaine tem um poema elucidativo a respeito, que diz em determinado trecho: "Paciência, paciência,/paciência no céu azul,/cada  átomo de silêncio/é a chance de um fruto maduro!". E não é?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Jornalista e escritor&lt;/p&gt;        &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Pedro J. Bondaczuk&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Blog "O Escrevinhador"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://pedrobondaczuk.blogspot.com/"&gt;http://pedrobondaczuk.blogspot.com&lt;/a&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115505995269780725?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115505995269780725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115505995269780725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115505995269780725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115505995269780725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/08/pacincia-e-preguia.html' title='Paciência e preguiça'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869318.post-115439816005260143</id><published>2006-07-31T23:07:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:28:47.155-02:00</updated><title type='text'>Solidão a dois</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"&gt;A comunicação entre as pessoas é um dos exercícios mais freqüentes, indispensáveis e, no entanto, frustrantes do cotidiano. Nem sempre o que se diz é o que de fato se sente. Romances têm início, e também terminam, com base em equívocos, em erros de avaliação, em expressões e ações subjetivas, mesmo que pretendamos lhes dar a maior objetividade possível, ao tentarmos comunicar nossos pensamentos, emoções ou sentimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Até os gestos mais espontâneos, inocentes e que não escondam nenhuma segunda intenção, correm o risco de serem mal-interpretados e nos trazerem aborrecimentos, não somente nos relacionamentos amorosos, mas no dia-a-dia. Palavras, por sua vez, são ambíguas, com sentidos muitas vezes bastante vagos, quando não opostos aos que pretendemos lhes emprestar, e mais complicam do que favorecem a genuína comunicação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes, por exemplo, um elogio é interpretado como galhofa pelo nosso (ou pela nossa) interlocutor (ou interlocutora), gerando tensões, conflitos, rompimentos, quando não coisa pior! E a recíproca, claro, é verdadeira. Por isso, esse ato supremo de racionalidade é o que mais me fascina e foi o que determinou, inclusive, o meu rumo na vida, a minha atividade à qual dedico 24 horas por dia, a minha paixão e a minha profissão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Escrevi, recentemente, uma crônica, em que tentei demonstrar o acerto do escritor francês André Malraux, que disse que integramos o que pode ser denominado de “a civilização da solidão”. Não, é claro, no sentido em que o termo é usualmente compreendido, ou seja, da falta de companhia, mas num outro mais profundo, intrínseco, espiritual: o de não sermos entendidos em nossas palavras, ações e, notadamente, intenções pelos que nos cercam ou que convivem conosco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Creio que não há quem nunca não tenha se sentido só, absoluta e irremediavelmente só, mesmo caminhando em uma rua apinhada de gente de alguma gigantesca metrópole, ou num teatro superlotado, durante um show de música popular, ou num estádio de futebol, em dia de grande clássico ou em tantos outros lugares, caracterizados pelo grande afluxo de pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há, porém, uma forma de solidão mais comum e muito mais incômoda e dolorosa. Não raro, ela deixa marcas profundas em nossa mente, tanto no consciente quanto, e principalmente, no subconsciente, e é causa de grande sofrimento, que não raro se transforma em complexos de inferioridade, neuroses, psicoses ou coisas piores. Tem motivado, inclusive, tragédias, como agressões físicas e/ou morais, assassinatos, suicídios etc. Refiro-me à chamada “solidão a dois”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todo relacionamento afetivo, que não objetive, somente, uma ocasional relação sexual, começa sob os melhores augúrios e expectativas. Principalmente quando achamos que encontramos o amor da nossa vida. Alguns conseguem, bem ou mal, expressar esse afeto, e receber reciprocidade. Nesses casos, a união se torna estável, cresce, se consolida e dura até que um dos parceiros venha a morrer. Outros se acomodam, assumem a postura de “donos” do seu par, ou experimentam aventuras extraconjugais que machucam e não raro sufocam e findam por matar o afeto, mas por questões familiares, mantêm, nominalmente, o casamento. Tornam-se infelizes (e geram infelicidade a quem juraram “amor eterno”). Instala-se, num relacionamento desse tipo, a terrível solidão a dois em que, fisicamente, os parceiros permanecem juntos. Mas psicológica e afetivamente...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há casos e casos, todos com final infeliz. Existem pares, por exemplo, que mesmo se amando reciprocamente, não sabem expressar o que sentem. Findam por se separar, em meio a ressentimentos, mágoas, recriminações e surdo (mas onipresente) rancor mútuo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E tudo por que? Por falta de diálogo. Pelo fato dos dois (ou de um deles pelo menos) se esquecerem que o amor é auto-doação mútua, total, irrestrita e permanente. Por não se darem conta que o relacionamento amoroso não se trata de mera transação, do tipo dá cá, toma lá. Por não entenderem que ele não é um jogo de interesses, não importa de que natureza, e que não implica em dominação e conseqüente servidão, mas exige absoluta igualdade, quer de comportamento, quer de sentimentos, entre os parceiros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quem raciocina de forma egoísta, julgando-se o centro do universo e, portanto, “senhor” da companheira (ou “senhora” do companheiro, claro),&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;faz com que o relacionamento fique doentio, vicioso, asfixiante e assuma caráter de terrível instabilidade, mesmo que ambos se amem, genuína e sinceramente. Quem agir dessa forma, certamente irá conhecer as agruras e o terror da solidão a dois. Sua aposta, mesmo que não se dê conta ou que negue, será no fracasso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Por isso, é de rara felicidade o que Vinícius de Moraes escreveu, em um dos seus antológicos e mais inspirados poemas, conhecido pela maioria. Ou seja, que “o amor é eterno... enquanto dura”. Para uns, adquire a durabilidade que se estende por toda a vida (e, quem sabe, além dela). Para outros...pode durar poucos anos, quando não meses, semanas ou mesmo alguns parcos dias.&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869318-115439816005260143?l=jornalorebatepedrojose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/feeds/115439816005260143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869318&amp;postID=115439816005260143&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115439816005260143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869318/posts/default/115439816005260143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatepedrojose.blogspot.com/2006/07/solido-dois.html' title='Solidão a dois'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
